Família Macripiper

Mel

A Mel, Melita, está a quase 8 anos comigo. Eu ainda morava em POA, em uma casa, e já tinha tido muitos gatos e cachorros, mas nenhum exclusivamente sob minha guarda. Todos eram “da casa”. Eu estava em um fase carente, mas não de receber e sim carente de dar amor e cuidado. Meu pensamento era que eu queria e precisava cuidar de alguém. Resolvi adotar um gato, macho de início. Entrei em contato com o pessoal do Bicho de Rua e me ligaram, tinham era uma gatinha, jogada no terreno de uma veterinária na zona sul. Concordei em olhar o bichinho e uma das pessoas que trabalham na organização foi até em casa, de noite. Fui apresentada à gatinha de olhos mais lindos do mundo: pura cor-de-mel. Não tive dúvidas: adotei. Ganhei uma castração a baixo custo quando ela ficasse maiorzinha.

Mel nunca foi daquelas muito arteiras, que me lembre ela quebrou uma caneca (linda, por sinal) e é isso! A maior preocupação que me deu foi quando, depois de uma semana em casa, ela sumiu! Na época, eu ainda não tinha a noção de ter gatos em casa e eles perambulavam pela vizinhança. Depois de quase duas semanas…eis que ela surge como se nada tivesse acontecido. Estava sentada na porta, esperando para eu abrir. Eu que já tinha dado os potes dela tive que improvisar, ela entrou, comeu, bebeu e, depois disso, nunca mais despareceu. Sabe-se lá o que aconteceu neste tempo…

De lá pra cá a coitada enfrentou: uma mudança para Floripa (primeira vez que andou de carro), a vida dentro de casa, mudança provisória para POA novamente e, finalmente, encontramos nosso chão em SM, ufa! Quando fomos para Floripa, ela começou a manifestar uma tosse e espirros. Desde lá peregrino por veterinários e cada um dá um diagnóstico diferente. A última, já aqui em SM, disse que era alergia, e acho que acertou. Deu um corticóide e a Mel passou 5 dias sem nada. Mas, como a própria vet disse, não dá pra passar a corticóide, então os sintomas voltaram. Não tenho tapetes, nem cortinas, nada que possa provocar isto. Minha suspeita é da areia do xixi, porque foi bem na época em que ela migrou do sistema solta para o de sempre dentro de casa. Já troquei de marca várias vezes, mas, até agora, ela continua assim. Dá uma agonia. É isso que me preocupa no momento. Estou tentando encontrar uma vet homeopata por aqui, mas sem sucesso.

Da Mel, resumidamente é isso, muito calma, silenciosa, na dela. Sem grandes aventuras, ahn…quer dizer…talvez daquela vez em que ela quase se afogou na piscina do vizinho e eu quase escalei o muro, de vestido, para salvá-la, mas isso fica para outro capítulo.

Benta

Achei a Benta no estacionamento de um supermercado. É bom que se diga que por “estacionamento” me refiro a uma grande área coberta, irregularmente, por britas e terra batida. Ouvi um miadinho mínimo, até pensei que não tinha ouvido direito. Tive que me esforçar para ver aquele ser minúsculo. Era uma mini mini gatinha, desidratada, careca, com os olhos infeccionados e desnutrida: o “rascunho da porta do inferno”! Não tive escolha, tive que levá-la pra casa nem que fosse só para tratar o bichinho, deixá-la ali era sentença de morte debaixo de um carro ou de inanição no forte calor de início de março. No caminho do condomínio já paramos um montão de gente, curiosos, por aquele pontinho cinza agarrado na minha blusa.

O blog da mamãe Maria Cristina, orgulhosa é http://sitiodacris.blogspot.com ! Fique à vontade!!

Depoimento lindo da mamãe Cris em fevereiro de 2011 sobre suas filhas:

Agora que a Cíntia falou me lembrei de uma história muito antiga. Meu pai não era exatamente apreciador de gatos, daí um dia, aparece um mini mini gato na porta, sentado, simplesmente esperando para abrirem (apartamento, térreo). A mãe e eu, animaleiras pra dedéu, abrimos, demos comida, etc e ficamos pensando no que o seu Edmar iria dizer de mais esta aquisição. O pai chegou e o gato simplesmente se adonou do pai, como se fossem conhecidos desde sempre. Subiu na cama e foi se esfregar nos pés do pai que se derreteu todo. Resultado, o Chaninho ficou, nosso, até hoje lembrado, emérito destruidor de cortinas (daqueles que sobem lá em cima e vão descendo, navalhando o tecido). Na época tínhamos uma cadelinha e o Chaninho nem bola deu pra ela, como se ela não existisse. Ele entrou lá em casa determinado a cumprir uma missão: derreter o pai. Missão completada em um dia, moleza!

Eu tenho isso comigo, cada animal e, principalmente, cada gato entrou na minha vida em momentos cruciais. A Mel foi meu momento de amor, tava com tanto, extravazando, que tive que adotá-la. A Benta foi, e está sendo, um grande aprendizado. Eu simplesmente não podia adotá-la, tava numa situação, olha, cavernosa. Grana, então…desempregada, contando os pilas pra poder vencer o mês, emocional em cacos e por aí vai. Pois esta doidinha esquisita me mostrou como o meu Zen era de boteco. Paciência eu aprendi (e tudo, estou aprendendo) levantando sei-lá-quantas-vezes de noite pra dar de mamar em uma seringa enjambrada pra ela, em não dormir direto de noite, durante mêses por causa das rusgas e derrubação de coisas entre ela e Mel; perdão aprendi em pedir desculpas a ela por meu comportamento irritado e, às vezes, negligente e ficar chateada comigo, pois só pedir perdão não adianta, eu tinha que mudar meu comportamento, olhava pra ela e pensava: afinal, ela é só um bebê! O agradecimento que ela demonstrava olhando bem no fundo de meus olhos, durante minutos, quando bem pequena, eu colocava no meu colo, ela apoiava as patas dianteiras no meu peito e ficava me encarando com aqueles olhos doces que, para mim, queriam dizer “obrigada, pra mim tu és minha mãe”. Aprendi com ela que mesmo desnutrida, desidratada, quase pelada, mal arribou e já estava brincando, sem se deter nas mazelas do início da vidinha, passado é passado. E a grande alegria e traquinice que ela tem, demais até, e que não detem por nada. Pra ela o negócio é viver e curtir a vida que tem. Obstáculos, xingamentos, tropeçadas? Ela não está nem aí, continua na sua correria alegre, ela não perde tempo com estas coisas.
Que o Mr. Zen nos ensine o que ele veio pra ensinar…”
Clara Francesca

Primeira foto da Clara na casa dela

A Clara Francesca foi trazida para mim pela Míriam Mundis. Eu estava querendo uma gatinha branquinha, fruto de memórias de infância em que tínhamos uma gata chamada Mimi. Tentei uma, tentei outra e vi o anúncio de adoção publicado, coincidentemente, no dia de meu aniversário. Mesmo estando em Porto Alegre, a Míriam se dispôs a trazer a Elena (na época o nome da Clara) até Santa Maria. Aqui virou Clara Francesca, em homenagem aos iluminados de Assis e já chegou como se a casa fosse dela, não estranhou nadíssima.

Clara Francesca, se auto empacotando na mudança!

Segundo a Míriam, foi achada com os irmãos, em uma caixa, em um contâiner de lixo.
É uma fofa! Ela e Benta já barbarizam a casa.
Completou o triunvirato, aqui em casa. Parecia, antes, que faltava uma. Agora não falta mais.
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