Família Cachinhos Dourados

Para falar dos meus filhotes seria bom explicar como tudo começou, como foi que de repente eu passei a ter indivíduos de três espécies diferentes na minha casa, ou melhor no meu “apertamento”.

O Marquinho (meu marido) resolveu morar sozinho, enquanto nós planejavamos o nosso casamento. A primeira coisa que pensei foi em, enfim, ter a gatinha que eu sempre quis e minha mãe nunca deixou. Agora eu ia ter a minha casa e o animal que eu quisesse.

Meu primeiro erro, esqueci que o Marquinho também tinha que querer, afinal a gata iria morar com ele por quase um ano antes que eu me mudasse.

Foi aí que tudo realmente começou, descobri que ele não gostava de gatos. Ao contrário, estava louco por um cachorro, mais precisamente um Cocker.

– Ah, não, cachorro não! Cachorro dá muito trabalho, são muito legais e bonitinhos, mas pra quem mora em casa. No apartamento não dá. Eu quero uma gatinha. São tão mais higiênicos, tranquilos, quase não dão trabalho, não latem, só fazem as necessidades na caixinha deles (mais tarde descobri que isso não é totalmente verdade!).

Ele não aceitou as minhas argumentações. Ficamos nessa conversa por semanas, um tentando convencer o outro. Até que um dia numa dessas conversas ele me diz, em tom de brincadeira: – Então vamos comprar um furão. Óbviamente não levei a sério, eu me lembrava vagamente de já ter visto uma reportagem sobre o furão, mas eu queria uma gata!

Mas sabe quando você fica com uma coisa na cabeça, uma curiosidade? A noite em casa comecei a pesquisar sobre o assunto, eu não sabia nada sobre furões e achava meio esquisito ter um em casa. Achei vários sites, descobri que o nome correto para o furão doméstico era ferret, que eram todos importados, e muitas outras coisas, descobri vários sites interessantes aonde aprendi muita coisa, e encontrei também um ferret a venda no mercado livre, o preço era bem mais alto do que eu imaginava. Resolvi fazer uma brincadeira com o Marquinho e mandei o link da venda para ele e pedi de aniversário (na semana seguinte). Fui dormir e esqueci do assunto.

No outro dia à tarde ele me liga meio ansioso, a nossa conversa foi mais ou menos assim:

– Acho que fiz besteira.

– Que foi?

– Eu comprei.

– Comprou o quê?

– O furão.

– Hein?(…)

– Fechei a compra.

– E agora?

– Já falei com o cara, ele mora em Petrópolis.

– É…(looonga pausa) e então quando a gente vai buscar?!?

E foi assim que a Jude entrou nas nossas vidas, por causa de uma brincadeira doida. No final de semana seguinte fomos buscá-la. Ela já ia fazer 2 anos na época e viveu com a gente por 5 anos, no final de 2008 ela foi encontrar com a dinda dela, a Bru, do outro lado do arco-íris, como vocês costumam dizer.

Bom, passado mais de um ano, já casados, eu estava feliz da vida com o meu espaço e com a minha filhotinha, tudo ia bem só que a vontade de ter um gato não havia passado. Um dia um amigão meu que tb é louco por gatos me disse que a gata de um amigo dele estava p/ ter filhotes. Eu sabia que o Marquinho não queria, fiquei pensando numa forma de mudar isso e não encontrava uma solução, até que um dia numa lista de discussão sobre biscuit que eu participava uma menina mandou uma mensagem OT com as fotos dos “netos” delas que haviam acabado de nascer. Ah…eram cockers, cockers lindos, fofinhos e com dias de nascidos. Eu que nunca fui louca por cães, fiquei encantada com um, branquinho de manchas caramelo, único diferente na ninhada. Papo vai, papo vem, descubro que a menina também morava no Rio. Foi aí que me surgiu a idéia, guiada pela vontade louca de ter aquele filhote, resolvi dar o tão sonhado cocker para o meu marido e aproveitar para fazer uma chantagenzinha básica para conseguir o meu gatinho. Assim, menos de 1 mês depois, foi o Joe que chegou na nossa casa, alegre, carente, bobão, um filhote completamente apaixonante.

Um mês depois da chegada do Joe, os filhotes da gata nasceram, e eu não podia deixar passar a oportunidade. Fiz um charme e comentei com o meu marido. Ele estava tão feliz com o Joe que não pode recusar o meu pedido. E então eu consegui minha tão sonhada gatinha, uma linda Blue Point, com olhos azuis penetrantes, peluda, carinhosa, educada, silenciosa, uma verdadeira lady, tudo que se pode querer de uma gata. Infelizmente minha felicidade durou muito pouco, a Jully me deixou 4 meses depois de chegar aqui, num acidente estúpido que eu não gosto nem de lembrar.

Um pouco antes de pegar a Jully eu entrei na lista Gatos para aprender um pouco mais sobre como cuidar dela, foi aqui que aprendi tudo que sei, mesmo sendo pouca coisa ainda, é muito mais do que eu imaginava, foi aqui que eu conheci as pessoas maravilhosas que me ajudaram e me fizeram me sentir melhor quando perdi a Jully.
E foi aqui também que eu fiquei sabendo que a mãe da Clau havia encontrado 3 filhotes com 15 dias de nascidos, passeando pelo site dela eu vi a Bast pela primeira vez, tão miudinha, frágil…foi amor a primeira vista, eu havia decidido que não queria mais ter gatos por um bom tempo, precisava me refazer da perda da Jully, mas não resisti, e lá ia eu novamente bater um papo com o maridão…dessa vez foi fácil, ele já tinha desfeito a imagem errada que tinha dos gatos com a convivência com a Jully. Bom, assim chegou a Bast, frajolinha ronronenta que até hoje “mama” no meu braço, me afofa todos os dias antes de dormir, me dá beijinho na boca, é super espoleta, carinhosa, não tenho o que falar, ela é um anjo, meu amor felino, minha maior paixão, eu amo a todos os meus filhotes, mas ela é especial, é uma ligação única, que só quem tem sabe como é.

Bom, depois de um tempo eu estava super feliz e realizada com a minha familia, não pensava em ter mais nenhum animal. Porém (sempre tem um porém), um dia indo ao mercado, eu passei por uma lanchonete e vi um gatinho minisculo dentro dela, a funcionária estava brincando com ela, a cena me chamou atenção mas eu resolvi ignorar, afinal já tinha alguém cuidando. Quando eu voltei do mercado resolvi passar pela lanchonete de novo para ver o gatinho, mas ele não estava mais dentro da lanchonete, estava do lado de fora, no meio fio e a funcionária estava colando um potinho lá. Dessa vez não deu para ignorar, resolvi parar e perguntei se ela ia ficar com o gatinho, ela disse que não, não pensei duas vezes, perguntei se podia pegar, ela disse que sim. E lá fui eu para casa com as compras em um braço e o gatinho na outra. Depois descobri que o gatinho na verdade era gatinha. A minha intenção ao pegá-la era doar para alguém, afinal, filhote, trica, quase toda branquinha, seria fácil doar, então a deixei isolada no meu banheiro, mas um dia quando acordei o Marquinho já tinha soltado, apresentado a familia toda e disse que já que ela estava ali, que ficasse de vez. A Val é minha geniosa, não gosta de gente, não gosta de carinho, escandalosa, corre de todo mundo, é minha “porquinha” felina, não usa a caixa sanitária, mas é louca pela Bast e pelo Joe, acho que são como pais p/ ela, são os únicos que ganham carinho dela.

Depois de um tempo apareceu uma tigradinha na portaria do meu prédio, já adulta, com uma barriga saliente, ficou 1 semana fazendo charme pra todo mundo que passava, o rodava aquele barrigão para um lado e para outro. Tentei novamente ignorar, mas como eu e uma outra vizinha deixamos comida ela continuava lá, olhei bem, fiz carinho na barriga e pronto, desconfiei que estava grávida. Eu não podia deixar filhotes nascerem ali na portaria, no frio, no chão. Toca trazer a gata pra casa. Foi um “Deus nos acuda” a gata pulou até o box do banheiro, empurrou a janela e foi parar na varanda, quase infartei porque minha varanda não era telada, arrumei e limpei um quarto que a gente não usa e coloquei ela lá. Passaram se 2 semanas, 1 mês, 2 meses, a barriga já enorme e nada de filhotes. Corre com a gata para a veterinária, a veterinária acha que ela está no final de gestação e pede uma ultra. Na hora do exame, a vet que estava realizando olha bem para a minha cara e diz: Olha o que eu estou vendo aqui é excesso de tecido adiposo.
– Hein??? Isso tudo é gordura???
Pois é, isolada em um quarto sem se exercitar, comendo super bem, é óbvio que a barriga estava crescendo e eu achando que era a gravidez avançando. É, uma gata me enganou para ganhar casa, comida e caixa lavada. A Kinder ficou 6 meses no quartinho, enquanto eu tentava doar, porque não aceitava o Joe, foi muito difícil, mas aos poucos nós conseguimos juntar todo mundo.

Passei bastante tempo considerando a minha família completa, mas em outubro de 2008 ela aumentou. Eu tinha uma lanchonete e um dia eu estava lá cuidando das coisas, dia parado, movimento fraco e de repente vejo uma cadelinha filhote entrando na loja, toda assustada. Na mesma hora pensei f#$%@! O que eu vou fazer? Será que tem dono? Sai e comecei a perguntar na rua se ela era de alguém, junta informação daqui e dali,  descobri que tinha um cara, com uma caixa de papelão doando vários filhotes na outra rua e que como já eram 18 hrs,  tinha sobrado uma, ele resolveu largar por lá mesmo. Comprei ração, coloquei água, um paninho e deixei ela lá na frente, embaixo de uma mesa.

Na hora de ir embora eu não sabia o que fazer, disse p/ Marquinho decidir, ele me olhou e disse p/ gente levar ela p/ casa. Coloquei p/ doar, mas como sempre, sou um desastre nisso, ela acabou ficando…rs

A Pimenta é levada, uma filhotona ainda, só tem tamanho, mas é super obediente e tem o olhar mais doce do mundo. Ela pula que nem pipoca, parece aquela propagando antiga do Doguitos. Quando a gente chega em casa, ela quase entra em looping infinito, parece que está dentro do globo da morte em cima do sofá, qualquer dia desses eu vou gravar.

Bom, é isso, esses são os meus filhotes e a história de como eles entraram na minha vida. Junto a foto de todas as minhas gatinhas, inclusive a afilhada meio-humana…rs

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