Síndrome de Horner

28 ago

Síndrome de Horner é um distúrbio que resulta da perda da inervação simpática para os olhos e órgãos anexos. A inervação simpática é responsável pela manutençao do tônus da musculatura periorbital e palpebral, inclusive membrana nictitante.

Também é importante para contrabalaçar a dilatação das pupilas (por meio dos músculos dilatadores da íris)  diante do efeito parassimpático de constrição (via músculos constriores da íris). Uma lesão situada em qualquer ponto ao longo da via simpática pode causr síndrome de Horner. Lesões pré-ganglionares envolvem a via que se inicia no tronco cerebral, prossegue pela medula espinal até o nível da segunda vértebra torácica, ao longo das raízes nervosas T1 a T3 e até o tronco vagossimpático em sua terminação no gânglio cervical craniano. As lesões  pós-ganglionares situam-se ao longo do trajeto do gânglio cervical craniano, avançam por meio do ouvido médio e terminam no olho. Na maioria dos gatos não se pode determinar a causa da síndrome de Horner (idiopática). Quando é conhecida a etiologia, a causa mais comum é traumatismo á via neurológica. Essas lesões podem ser ferimentos por mordida, cirurgia cervical ou otológica e avulsão do plexo cervical ou braquial. Outras causas possíveis são otite média, pólipos nasofaríngeos e neoplasia torácica cranial. Os sinais de síndrome de Horner são miose, enoftalmia,, prolapso da terceira pálpebra e ptose. Em alguns casos, nem todos os sinais estão presentes; na ausência de outros sinais, miose é o achado mais frequente. As deficiências visuais não fazem parte da síndrome de Horner. A avaliação da síndrome de Horner tem início com história e exame físico completos, com especial atenção para a identificação de traumatismo recente, exame do canal auditivo e avaliação para qualquer deficiência neurológica que possa ajudar na localização da lesão.

DIAGNÓSTICO:
-Sinais clínicos
-RX
-testes oculares
TRATAMENTO:
-Tratar a doença subjacente
-Uso tópico de Fenilefrina a 10%
Obs- normalmente a síndrome de Horner se cura espontaneamente dentro de 4 a 6 mêses, a menos quando é secundária a algum distúrbio subjacente
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