Como cuidar do gato deficiente visual | Adestrando Gatos

18 fev

via TUDO GATO – Pra quem é curioso como eles… by Lauesg on 2/18/13

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Cuidados com um Gato Cego

Eis um tema que pode ser de grande ajuda para muitas pessoas que têm como companhia um gatinho deficiente visual (com cegueira parcial ou total). Trata-se de uma condição bastante específica, pois deve ser analisada levando em conta a deficiência e as características comportamentais dos felinos de estimação.

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Gata cega ‘Tininha’ | Foto: Arquivo pessoal de Fernanda S. Bortolon

Um gato pode ficar cego por acidente, velhice, alguma doença ou, ainda, ter nascido com esta condição. No que diz respeito à adaptação, se o bichano for cego desde o nascimento ou se a cegueira (total ou parcial) tiver evoluído ao longo do tempo, a tendência é que o próprio gato se adapte muito bem a esta condição, sem muita interferência do dono (que, por vezes, nem percebe que o pet está com dificuldades visuais).

De qualquer forma, cabe aos humanos, no momento em que tomam ciência da condição apresentada pelo seu gato, tomar algumas providências que o auxiliarão peludo, garantindo seu bem estar.

É muito importante manter o ambiente todo bastante familiar para o gato. Por natureza, eles são animais que somente se sentem seguros quando “dominam” o local onde moram. Isto significa que gostam de estar familiarizados e adaptados com objetos, pessoas, cheiros. Assim, pensando no gato com deficiência visual, é muito importante evitar mudar móveis da casa de lugar (se for necessário, ajudar o gato a perceber esta mudança, levando-o até o local/móvel para que possa identificá-lo).

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Gata cega ‘Tininha’ | Foto: Arquivo pessoal de Fernanda S. Bortolon

Com relação aos objetos, considerando que o olfato dos felinos é bastante desenvolvido, certamente este sentido se tornará ainda mais aguçado com a deficiência visual, por uma questão de adaptação. Assim, caso sejam introduzidos novos objetos na casa, ou se qualquer deles for lavado (por exemplo: almofadas, colchas, etc.), deve-se, de alguma forma, tornar estes objetos novamente familiares para o gato. Uma boa alternativa é esfregar as mãos: o felino logo identificará o cheiro familiar do dono nestes locais, o que o deixará mais tranquilo.

A caminha do felino deve sempre ser mantida no mesmo local, de fácil e conhecido acesso, assim como potes de água e comida e caixas de areia. Lembrando, mais uma vez, que se for necessário mudar estes itens de lugar ou quando forem lavados, deve-se dar ao gato a oportunidade de identificar os objetos pelo cheiro e guiá-lo algumas vezes até lá. Depois, observar se ele consegue se deslocar sozinho até estes locais.

Os bigodes do gato jamais devem ser cortados ou aparados, pois funcionam como órgãos táteis, que permitem a eles identificar objetos antes de se chocarem. É por isso que gatos conseguem se locomover com a mesma agilidade no escuro: caso haja algum obstáculo, os bigodes funcionam como antenas e “tocam” o objeto antes, evitando, assim, choques. Para gatos deficientes visuais, os bigodes funcionam como uma importante forma de adaptação durante o dia e a noite, e não somente no escuro, como nos gatos com visão normal.

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Gata cega ‘Tininha’ | Foto: Arquivo pessoal de Fernanda S. Bortolon

Finalmente, não se deve esquecer que mesmo o gato com deficiência visual mantém seu instinto de explorar e escalar bastante aguçado. Assim, considerando que ele pode se sentir inseguro para saltar de maiores alturas por não enxergar, é importante providenciar rampas para ele tenha sempre a alternativa de subir em vários locais, inclusive quando quiser se proteger. Estas rampas devem ser feitas com material não escorregadio, para garantir a segurança do bichano.

Com estas providências simples, é possível garantir ao gato com algum grau de deficiência visual uma vida ativa e tranquila, perfeitamente adaptada a sua condição!

Cassia Rabelo Cardoso dos Santos
Colabora com textos para diversas publicações como o Guia Universo Pet, a Revista Pulo do Gato e a Revista Expressão. É adestradora da Cão Cidadão, franquia criada pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, que há mais de 10 anos atua no mercado oferecendo serviços de adestramento e consultas de comportamento em domicílio para gatos, cães e outros pets.
www.caocidadao.com.br

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